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O PS entre o “centrão” e a geringonça 2.0

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13.07.2026

O Livre decidiu dizer em voz alta aquilo que já insinuava há algum tempo: quer ser Governo. No congresso desta semana, Jorge Pinto afirmou que o partido ambiciona chegar ao poder e que a sua colega porta-voz Isabel Mendes Lopes será, um dia, ministra. Não foi apenas entusiasmo de palco, mas sim uma afirmação calculada, feita num momento em que o partido cresce nas sondagens (5,8% no mais recente barómetro DN/Aximage) e tenta ocupar um espaço político que a esquerda tradicional deixou por explorar.

O Livre tem procurado distinguir-se do Bloco e do PCP com uma matriz menos rígida, mais europeísta, aberta ao diálogo e moderada. Essa identidade tem-lhe permitido captar eleitores urbanos que não se revêm na ortodoxia da esquerda clássica, mas que também não se sentem confortáveis com a hegemonia da direita, que influencia também o PS. É um partido pequeno, mas com uma ambição que já não cabe no seu tamanho.

De resto, estas........

© Diário de Notícias