A incapacidade estrutural de antecipar os desastres |
A devastação provocada pelo mau tempo em Leiria voltou a expor uma fragilidade que já não pode ser tratada como acidente meteorológico ou fatalidade sazonal. A lentidão da resposta do Governo - primeiro na avaliação dos estragos, depois na mobilização de meios e, finalmente, na comunicação com as populações - tornou-se um sintoma de algo mais profundo: a incapacidade estrutural de antecipar, planear e agir num país que insiste em confundir planos com PowerPoints e estratégia com conferências de imprensa.
Os habitantes de Leiria não precisavam de discursos tranquilizadores, mas de eletricidade, estradas transitáveis, linhas de comunicação operacionais e equipas no terreno. Precisavam de saber que o Estado não chega sempre tarde, como um vizinho bem-intencionado que aparece quando já só restam os escombros. Porém, foi isso que aconteceu. Outra........