A Igreja no tempo da incerteza: liderar sem poder, influenciar sem impor |
Num mundo onde o poder se mede em capacidade militar, domínio tecnológico e controlo financeiro, a Igreja parece, à primeira vista, deslocada. Não tem exércitos, não controla mercados, não define taxas de juro. E, no entanto, continua a ser uma das poucas instituições globais com presença simultânea em quase todos os territórios, culturas e realidades sociais.
Este paradoxo, ausência de poder formal, mas presença universal, é precisamente o seu maior ativo no novo contexto político e económico.
O mundo mudou. A guerra voltou à Europa, o Médio Oriente volta a arder com tensão crescente em torno do Estreito de Ormuz, e as cadeias de abastecimento tornaram-se armas geopolíticas. A economia deixou de ser apenas eficiência: passou a ser resiliência. A política deixou de ser apenas governação: passou a ser sobrevivência estratégica.
E a Igreja? Também........