A UE e as economias periféricas

Muitos têm sido os analistas que consideram inevitável o agravamento das desigualdades entre o Norte e o Sul, chegando a proclamar que o que é bom para o Norte é, necessariamente, negativo para o Sul e vice-versa.

De nada serve referir estudos como os de Findlay, que permitem concluir que, em muitos casos – como, aliás, sucedeu aquando dos “choques petrolíferos“ da década de 70 do século passado –, o que se apresentou negativo para os países do “centro industrializado” e positivo para algumas economias periféricas, a curto prazo, se veio a mostrar muito mais prejudicial para a “periferia subdesenvolvida” não produtora de petróleo numa perspectiva de longo prazo.

De qualquer forma, a análise das relações potenciais entre a UE e as economias dos países árabes tem mais a ver com a introdução do conceito de economias “semi-periféricas”.

Em boa verdade – e conforme resulta de estudos levados a cabo por Paul Krugman –, as........

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