Entre a coexistência e a ameaça |
Estive recentemente em missão da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu, na Coreia do Sul e no Japão, entre 30 de março e 3 de abril, num momento em que o Indo-Pacífico se confirma como um dos centros de gravidade da segurança internacional. O objectivo desta missão foi o de aprofundar a cooperação estratégica da União Europeia com dois parceiros fundamentais numa ordem internacional que é cada vez mais pressionada pela guerra da Rússia contra a Ucrânia, pela instabilidade no Médio Oriente e pela crescente assertividade dos regimes autoritários.
O que vi e ouvi no terreno reforçou uma convicção: já não é possível olhar para a Península Coreana como um tema longínquo, confinado à geografia asiática. O que ali se passa tem consequências directas para a estabilidade internacional e para a segurança dos nossos aliados democráticos. E tem também, de forma muito clara, consequências para a Europa, por duas razões centrais:........