Regionalizar para aproximar, equilibrar e desenvolver
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Regionalizar para aproximar, equilibrar e desenvolver
Num país historicamente centralizado, a regionalização continua a ser uma reforma adiada — e cada vez mais necessária. Portugal entrou no século XXI com profundas assimetrias territoriais. Enquanto as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto concentram população, investimento e oportunidades, muitas regiões do interior enfrentam despovoamento, envelhecimento e perda de dinamismo económico.
A regionalização não é uma questão identitária nem uma fragmentação do Estado; é, antes de tudo, um instrumento moderno de governação territorial e uma oportunidade para a mudança de paradigma da gestão pública.
O contraste entre litoral e interior tornou-se estrutural. No Alentejo e em Trás-os-Montes, a desertificação humana avança há décadas. Escolas fecham, serviços públicos recuam, empresas não encontram massa crítica. A resposta centralizada tem sido insuficiente, na medida que políticas uniformes raramente funcionam em territórios tão distintos.
As Regiões........
