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Opinião – Outra vez a história de um camelo

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17.09.2021

Escrevi uma vez um artigo em que perguntava “qual é coisa, qual é ela, tem duas bossas e não é um camelo?”. A resposta era dada mais à frente, justificando que era Portugal quem tinha as duas protuberâncias – Lisboa e Porto – e que na cova ficava todo o resto do País. Um território vivendo na cova das migalhas sobrantes, uma cova asfixiada como um deserto árido, fastidioso e estéril, por onde passam os espólios do Estado na travessia entre o sul e o norte.
Quem se desloca pelo interior do País, e mesmo por uma parte do litoral, fica incomodado com o esquecimento e a escassez de oportunidades. É claro que de pouco vale – tal como tenho experimentado – argumentar com o poder estabelecido na capital. Isto porque sinto sempre que os das bossas têm por nós, os da cova esquecida, tolerada e racionada, o temor de que queiramos reclamar uma fatia do seu imenso bolo. Esta é uma das razões por que me afirmo regionalista de corpo e........

© Diário As Beiras


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