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Opinião: As feridas saram, mas a dor continua
Cansei-me de ouvir o debate sobre as tempestades que assolaram Portugal e em especial na zona centro em sede de Assembleia da República. Cansei-me, porque quem fala são sempre os mesmos, limitando-se os “outros” a acenar com a cabeça, lançar uns apartes ensaiados, aplaudir ou o seu contrário. Cansei-me, porque me faz impressão que se mantenham algumas caras no Parlamento, muitos dos que em governos anteriores, do PS ou do PSD/CDS tão mal geriram a coisa pública. Cansei-me, porque as perguntas eram sempre as mesmas, embora formuladas de maneira e forma diferente, para que o Primeiro Ministro desse as mesmas respostas. E como é hábito, ontem como hoje, o Primeiro Ministro safou-se! Foi uma perda de tempo, embora eu tenha de ouvir, este e outros debates, alguns deles em sede de comunicação social visual, com um conjunto de comentadores que erram há anos, mas continuam a receber chorudos subsídios para mudar de opinião, conforme… Foi uma perda de tempo, sobretudo, porque quase chegados ao fim do debate não se consegue perceber qualquer tipo de conclusão. Por vezes, parece que a “Casa da Democracia” é um local mal frequentado. Porque, naturalmente, a democracia está na sua pior fase. Parece que os partidos do poder não querem fazer um debate sério para a salvar! Muitos, outrora críticos da Regionalização, não são poucos os que agora insistem em repetir argumentos a favor contra a sua própria consciência, apenas aproveitando a onda que poderá surgir! A grande maioria quer uma regionalização centralista, enfeudada a interesses, alguns bem obscuros, não deixando espaço à liberdade individual consubstanciada no voto. Este, apenas para servir para eleger uns quantos, que depois elegerão uns outros mais quantos, para ficar tudo na mesma. O “país político” deverá respeitar o sofrimento dos portugueses que estão a viver momentos de grande incerteza. No meio de tanta incerteza, o PS vai a votos para escolher um novo ou renovado, ou nem por isso Secretário Geral, com a certeza que vai apresentar propostas reformistas para o aprofundamento democrático no seu interior. A título de exemplo, antes mesmo de apresentar uma nova legislação sobre uma reforma das leis eleitorais nacionais, tenho a certeza que vai propor medidas, semelhantes às que levaram António Costa a Secretário-Geral tendo derrotado na altura o agora futuro Presidente da República António José Seguro. A título de exemplo, “eleições primárias” para todos os cargos públicos, para que o PS possa apresentar a sufrágio os nomes mais votados por um conjunto vasto de cidadãos. Seria um exemplo a seguir por outros partidos da democracia para combater os vários populismos.
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