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“O novo vendedor chama-se...”

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31.07.2026

Durante anos, o comércio tradicional viu nos centros comerciais o seu principal concorrente. Depois veio o comércio eletrónico e, por fim, os marketplaces globais, capazes de entregar quase tudo em poucos dias e, muitas vezes, a preços difíceis de acompanhar. Mas o próximo desafio é ainda maior. Chama-se inteligência artificial. Estamos a assistir ao nascimento de uma nova forma de comprar. Em vez de pesquisarmos dezenas de páginas, compararmos preços ou lermos centenas de avaliações, começamos simplesmente por perguntar a um assistente de inteligência artificial: "Qual é o melhor computador para trabalhar?", "Que bicicleta devo comprar?", "Que vinho oferecer num jantar?" ou "Onde encontro isto perto de mim?". Se o assistente recomendar apenas três lojas ou três marcas, todas as restantes deixam de existir para aquele consumidor. A resposta já não é uma lista interminável de resultados. É uma recomendação personalizada, construída com base nas necessidades, preferências e contexto de cada consumidor. Porque o verdadeiro poder da inteligência artificial não está em mostrar opções, está em escolher por nós. E isto muda tudo. Durante décadas, as empresas competiram pela melhor localização. Depois passaram a competir pelo melhor posicionamento nos motores de busca. Agora começam........

© Correio do Minho