“A embalagem já não é acessória...” |
A indústria da embalagem está a entrar numa década decisiva. Impulsionado por um enquadramento regulatório cada vez mais exigente, pela evolução das expectativas dos consumidores e pela necessidade urgente de reduzir o impacto ambiental, o setor vive uma transformação estrutural. Neste novo contexto, a embalagem deixou de ser um elemento funcional. Tornou-se um dos principais fatores de competitividade industrial. Portugal está particularmente bem posicionado para este novo ciclo. Com mais de 3,5 mil milhões de euros em volume de negócios, mais de 16 mil postos de trabalho e presença em mais de 150 mercados internacionais, a indústria da embalagem em Portugal é hoje um dos setores mais dinâmicos da economia nacional. Com cerca de 37% da sua atividade orientada para a exportação e um crescimento de 85% na última década, deixou de ser um suporte da cadeia de valor e passou a ser um dos seus elementos mais estratégicos. Há uma razão clara para isso: é na embalagem que hoje convergem três forças decisivas, a exigência ambiental, a pressão regulatória e a diferenciação de mercado. É neste ponto de interseção que se vai definir quem lidera e quem fica para trás. Portugal tem vindo a construir, de forma consistente, um dos ecossistemas de embalagem mais completos e competitivos da Europa. Poucos países combinam, com esta densidade, competências em vidro, plástico, papel e cartão, metal e........