“Sem palavras! ”
Passados mais de 26 anos desde a colocação dos primeiros ecopontos e após mais de duas décadas de sensibilização e educação ambiental, nunca pensei que, em 2026, continuássemos a verificar situações de colocação de residuos perigosos dentro dentro dos ecopontos, restos de obras, telhas e até vísceras de animais! Hoje, mais do que escrever, quero mostrar. Porque não há palavras que consigam descrever as situações verdadeiramente inacreditáveis de falta de civismo com que nos deparamos na estação de triagem dos resíduos recicláveis provenientes dos ecopontos. Estes “resíduos” são colocados em contentores devidamente identificados para papel/ cartão ou embalagens. Importa reforçar que a separação é feita manualmente. São os nossos colaboradores que têm de lidar diretamente com estas situações. Para além disso, estes comportamentos contaminam resíduos que poderiam ser reciclados resíduos que outras pessoas separaram corretamente e com sentido de responsa- bilidade. Paralelamente, continuamos a assistir à deposição de resíduos fora dos ecopontos: materiais recicláveis deixados no exterior, resíduos de grandes dimensões para os quais deve ser solicitada a recolha de “monstros”, e ainda resíduos indiferenciados que devem ser colocados nos contentores próprios. Cada um de nós é responsável pelo processo de separação, deposição e encaminhamento dos resíduos. Até quando continuaremos a deparar-nos com estas situações inaceitáveis e reveladoras de tão grande falta de civismo? Como costumo dizer não há um modelo de recolha que subsiste e que funcione se a jusante os múncipes não colaborarem e colocarem residuos não reciclaveis dentro dos ecopontos e colocarem ilegalmente residuos fora dos ecopontos colocando em causa todo o processo de recolha seletiva e de triagem. Ajude-nos, ajudando-se.
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