“Rostos que chegam, vozes que...”
Há dias em que a escola parece um mapa-mundo em movimento. No mesmo corredor cruzam-se sotaques, silêncios, risos, histórias de chegada e de recomeço.
No Agrupamento de Escolas de Maximinos, onde convivem mais de quarenta nacionalidades, esta diversidade não é um dado estatístico: é matéria humana diária, com tudo o que tem de promissor e de exigente. Promissor, porque amplia o horizonte de todos; exigente, porque obriga a repensar a inclusão para lá das boas intenções. Integrar não é apenas acolher à porta; é garantir que cada aluno encontra um lugar de pertença, uma linguagem para se dizer e uma comunidade disponível para escutar. Foi desta convicção e do trabalho persistente da Mediação Linguística e Cultural e do Gabinete de Receção, Integração e Adaptação que nasceu o CEEM, Clube para a Experimentação Estética do Mundo. O seu lançamento, na Biblioteca da Escola Secundária, mostrou bem o que está em causa: alunos do 10.º ano conduziram a sessão, partilhámos vídeos e ideias, e ouvimos interpelações que ficaram a ecoar.
O convidado Vítor Tomé falou de cidadania digital e........
