“Braga e a Fotografia: porque a...” |
Num tempo em que a imagem digital domina o quotidiano — rápida, descartável e quase sempre efémera — torna-se urgente recordar que a fotografia já foi, e continua a ser, um dos pilares da memória coletiva. Braga, cidade de tradições profundas e de modernidade crescente, tem na fotografia um dos seus patrimónios culturais mais valiosos. Revisitar a sua história visual não é um exercício de nostalgia, mas um gesto de cidadania.
A evocação do 1.º Salão Fotográfico Inter Sócios da AFCA, Associação Cultural de Fotografia e Cinema Amador de Braga, realizado nas décadas centrais do século XX, transporta-nos para um tempo em que fotografar exigia paciência, técnica e reflexão. Estes salões, herdeiros do movimento fotoclubista português, foram muito mais do que concursos: constituíram-se como espaços de formação artística e de debate cívico, onde amadores e entusiastas encontravam uma linguagem comum. Construía-se comunidade e pensamento crítico — algo que a abundância de imagens digitais tende hoje a diluir.
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