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“Orçamento de Estado e Incentivos”

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15.10.2021

OOrçamento de Estado proposto para 2022 confronta-se politicamente com a possibilidade da não aceitação. Boa parte dos comentadores dividem-se entre a constatação de um Orçamento equilibrado, que procura responder ao maior número possível de solicitações de caráter social, procurando controlar ao mesmo tempo a dívida pública, e críticas de pouca exigência, ausência de reformas estruturais e exigências de raiz corporativo : as empresas querem , como sempre, não pagar impostos e ter acesso a subsidização e regulação mínima do mercado de trabalho que permita controlar custos, sindicatos pressionam em sentido contrário e por salários mais elevados, por aí fora. E os partidos políticos procuram extrair vantagens que garantam a diferenciação das suas bases eleitorais. Nada de novo. Cavaco Silva emergiu mais uma vez das brumas da memória, mas esquecendo que no seu tempo, de abundância de dinheiros comunitários, preferiu investir em estradas, deixando Portugal em condições de competitividade bem inferiores a outros casos de muito maior sucesso, como a Irlanda.

Um dos setores que mais atinge o debate político do ponto de vista estratégico é a saúde. Desde 2009 que os médicos deixaram de contar com um regime de incentivos para trabalharem em dedicação exclusiva no SNS. Em Setembro de 2020, apenas 27% do total dos médicos no SNS se mantinha em dedicação exclusiva. Em plena crise sanitária, em 2020, o SNS........

© Correio do Minho


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