“A Europa e a Ucrânia:...”
No último dia de 2025, dedico este espaço de reflexão à Ucrânia, numa singela de homenagem ao povo ucraniano, que está a ser martirizado, numa conjuntura geoestratégica marcada por um jogo de sombras, entre os EUA, a Federação Russa e a República Popular da China. Uma situação de profunda injustiça que têm estado no centro do debate europeu, através da ação política de apoio, em Portugal e nos restantes parceiros europeus.
Apesar do empenho e da nossa solidariedade, não podemos deixar de constatar através da afirmação de Henrique Burnay, que"a Europa não é muito mais que um conjunto de países aliados, mas não unidos", apesar de parecer caustica, reflete uma visão crítica e objetiva, sobre a União Europeia a avaliar com a dinâmica do último conselho Europeu. Sugerindo que, apesar das aparências, as divisões e interesses nacionais, impedem uma verdadeira unidade, tornando-a vulnerável a ameaças externas como a Rússia e os EUA de Trump, com cada nação a temer o seu próprio Parlamento, e priorizando o cálculo nacional, em vez de uma ação conjunta e forte.
Há momentos na história, em que a neutralidade deixa de ser prudência, e passa a ser cumplicidade. A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, colocou a Europa perante um desses momentos. O apoio europeu a Kiev não é apenas um gesto de solidariedade para com um país atacado na sua integridade territorial, e um povo ofendido, desrespeitado, suportando a violação da sua integridade, dignidade e cidadania. Uma invasão bárbara que passou a ser, acima de tudo, um teste existencial à própria União Europeia. Num mundo cada vez mais dominado pela lógica imperialista, expansionista, errática e desproporcional, do poder esquizofrénico de um ditador, cujo........
