We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close
Aa Aa Aa
- A +

“Sinais e factos das eleições...”

4 0 0
07.10.2021

Os autarcas portugueses fazem um trabalho único e excecional. Exercem a mais forte proximidade entre os eleitos e são os mais escrutinados e vigiados. Em tempo de dificuldades, como aconteceu com a pandemia Covid-19, vão além das suas competências, entregando cartas, receitas e medicamentos. Os autarcas são uma mais valia nem sempre reconhecida e raramente valorizada. Nas eleições autárquicas, para além dos partidos, os grupos de cidadãos independentes podem concorrer. Há uma total abertura para a participação e apresentação de projetos alternativos. Por isso, é preocupante e injusta a taxa de abstenção superior a 46% nas eleições autárquicas do passado dia 26 de setembro. Já era tempo de, no mínimo, se facilitar o voto antecipado ou por correspondência. No entanto, a maioria destes mais de 46% alhearam-se, deixaram que outros decidissem.
Em regra, a campanha eleitoral e os resultados demonstraram a sabedoria dos portugueses. O grande vencedor das eleições foi Carlos Moedas e o grande derrotado foi António Costa. Nenhuma sondagem dava a vitória ou até empate técnico a Carlos Moedas, o que contribuiu para a diminuição das expectativas e para que a conquista da Câmara de Lisboa tivesse sido uma surpresa. O mérito é unicamente de Carlos Moedas, que foi lúcido, sereno e competente. Lisboa ganhou um Presidente Moderno e “com mundo”. António Costa – sem necessidade – quis nacionalizar as eleições locais e perdeu em Lisboa e em autarquias importantes, como Coimbra, Barcelos e Funchal. Os portugueses penalizam a arrogância e não valorizaram as promessas de última-hora e o recurso permanente aos milhões da........

© Correio do Minho


Get it on Google Play