We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close
Aa Aa Aa
- A +

“Portugal não pode esperar”

4 0 0
18.11.2021

Esta semana, depois de dezenas de horas de negociações com o Conselho da UE chegámos a acordo sobre o orçamento da União Europeia para 2022. As negociações são sempre tensas e imprevisíveis, mas o bom senso e o medo dos duodécimos ajudam ao acordo.
Não há orçamento sem a Alemanha e a França concordarem o que resulta do facto de contribuírem respetivamente com 23.85% e 18.77% do total do orçamento.
No momento da negociação, assistimos sempre à tradicional e infeliz divisão entre contribuintes e beneficiários líquidos do orçamento da União Europeia. Os denominados “frugais” apelam à redução das contribuições, alegando que contribuem mais do que recebem. E é verdade que os “frugais” fazem contribuições para o orçamento da União que são superiores aos valores que lhes são dedicados em termos de despesa do orçamento. Mas significa isso que perdem com o orçamento da União? Longe disso, porque a pertença à União Europeia não se resume aos envelopes financeiros do orçamento. A pertença à União significa também a pertença ao Mercado Único e, aí, os principais beneficiários são precisamente os “frugais”. Surpreendentemente, ao contrário do que apregoam tantas vezes os governos dos “frugais”, são eles quem mais beneficia da União........

© Correio do Minho


Get it on Google Play