“As trotinetes, a lei e os direitos...”
O Município de Braga decidiu, o mês passado, revogar os acordos de colaboração que havia celebrado com operadores privados que se dedicam à exploração de trotinetes elétricas partilhadas. Nesse sentido, fixou a essas empresas um prazo de dois meses para a recolha daqueles veículos, enquanto anunciava a preparação de um regulamento municipal específico. Seria, talvez altura, de recordar que o Município é detentor de uma empresa de transportes, de momento apenas com uma frota de autocarros, mas que eventualmente poderia explorar outras áreas da mobilidade, como são os casos das trotinetes e das bicicletas. Aliás, neste momento a empresa já estendeu a sua actividade à exploração dos parquímetros para o que, inclusive, criou uma forte equipa de fiscalização. Mas voltando à decisão do presidente da Câmara, convém lembrar que foi justificada pelas frequentes queixas dos munícipes, as quais são suportadas, na sua maioria, na constatação do aumento de acidentes envolvendo trotinetes, no crescendo de conflitos com peões, e ainda com questões relacionadas com o seu estacionamento, muitas vezes em total desrespeito com os direitos dos cidadãos não utilizadores. A forma dura como o presidente João Rodrigues enfrentou este problema, pois é de um problema, e grave, que estamos a falar, não terá agradado a alguns adeptos deste meio de transporte, alguns dos quais militantes empenhados nas chamadas políticas de mobilidade suave. É, no entanto, minha convicção que a maioria dos bracarenses, na qual faço a justiça de incluir muitos dos defensores dos modos suaves, apoiaram a corajosa decisão........
