“Aprendizagem colectiva ”
“A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência é dada pelos homens que o cercam”
(Maquiavel)
Éa pura e dura realidade: os recentes acontecimentos trágicos mostram que não aprendemos nada. Mas esta questão ganha foros de superior gravidade quando percebemos ou, pelo menos, percepcionamos estar no interior de um ciclo de que não conseguimos ou não queremos libertar-nos. É um triste ciclo, no qual não se aprendem as lições, por mais trágicas que sejam as suas consequências, e quando surge a tragédia seguinte até se mostram surpreendidos.
Planeamento, prevenção, coordenação e tomada de decisão parecem vocábulos estranhos, uma vez que correspondem a conceitos que grande parte dos poderes públicos ignora. Só assim se pode compreender o comportamento dos responsáveis políticos mais directamente ligados a estas problemáticas.
Qualquer pessoa percebe que a ausência de planeamento não explica tudo, do ponto de vista das consequências. Mas creio que todos estarão de acordo que a sua falta tem um peso bastante significativo nos resultados desastrosos de cada uma das ocorrências.
O planeamento falha quando não se investe de forma contínua, sem esperar pelas tragédias, designadamente ao nível do ordenamento do território, da gestão florestal, e dos sistemas de alerta, isto para referir apenas algumas componentes. E esta inacção ocorre apesar da previsibilidade de muitos dos cenários que invariavelmente surgem. Ou seja, imprevisibilidade é um vocábulo que, honestamente, não pode ser utilizado quando se verificam cheias, como as que........
