“Eleições para defender a...” |
Estamos a meio da campanha eleitoral para as eleições presidenciais, que terão lugar dentro de uma semana. A este ato eleitoral concorre um número elevado de candidatos, o que torna esta uma das eleições presidenciais portuguesas mais imprevisíveis.
Refletir seriamente sobre as propostas apresentadas por cada candidato e, sobretudo, avaliar qual o perfil mais adequado para exercer as funções de Presidente da República é essencial para preservar o pleno funcionamento do nosso sistema democrático, num mundo marcado por fenómenos políticos extremos e por intolerâncias religiosas, às quais se juntam agora intransigências ideológicas, económicas e fronteiriças.
O mundo observa com expectativa a atuação recente dos Estados Unidos na Venezuela, bem como as declarações do Presidente norteamericano sobre a possibilidade de dominar a Gronelândia. Esta vaga de radicalismos que atravessa a Europa e o mundo, marcada por discursos inflamados, carregados de ódio, racismo e nacionalismo, com pessoas a bater no peito em afirmações identitárias, faz-nos recuar ao início da década de 1930. Nessa época, perante discursos semelhantes proferidos por Hitler, muitos portugueses, incluindo conservadores tradicionais de Braga, não escondiam a sua admiração pelo líder populista alemão.
Neste contexto, recordarei as eleições realizadas na Alemanha a 5 de março de 1933, apenas seis dias após o célebre incêndio do Parlamento Alemão (Reichstag), eleições essas que contribuíram para consolidar um dos regimes mais trágicos da história da Humanidade: o regime nazi.
Em Portugal, a preocupação quanto à subida ao poder de Hitler não era muita. Havia, inclusive, quem nutrice simpatia pela política seguida pela Alemanha. A 16 de fevereiro e 1933 o “Notícias de Barcelos” escrevia que “Desde que Hitler, o chefe........