“O que a memória guardou” |
Há bloqueios emocionais que não deixam a vida avançar, por mais que se queira muito. Talvez um contrassenso entre aquilo que se deseja profundamente (o que “o coração pede”) e o facto de, ao mesmo tempo, não se materializa por medo do que possa correr mal. É como uma corrida, em que quase ao chegar à meta, acontece alguma coisa que impede a vitória. Construímos memórias na inter-relação com pessoas conhecidas ou desconhecidas, às quais atribuímos maior ou menor importância. E enquanto crescemos ou envelhecemos, somos o resultado de memórias internalizadas e externalizadas. A externalização das emoções protege a saúde mental. Quando se fala sobre “o que vai na alma”, quando se verbaliza aquilo que entristece e se sente apoio e compreensão por parte de quem escuta, favorece a regulação e a reorganização emocional.
O mesmo não acontece quando se internaliza, e as emoções negativas que não são expressas tendem a manifestar-se sob a forma de sofrimento emocional ou sintomatologia psicológica. Os bloqueios emocionais surgem da forma como cada pessoa entende e interpreta a realidade à sua volta, em função do contexto relacional e afetivo........