“Injustiças”
É inevitável que, em algum momento da nossa vida, nos comparemos a alguém, seja na sua vida, nas suas ações, e até nos seus valores éticos e morais. Desde tenra idade, ao longo da vida, somos ensinados/as a distinguir o bem do mal. Estes são os princípios base da ética e da moralidade que regulam ou equilibram a relação com o que somos enquanto pessoas, e na relação com os outros. Dito de outro modo, aprendemos a identificar comportamentos considerados adequados e inadequados. Fazemos uma espécie de “analise interna” que nos ajuda a avaliar o que é justo e o que é injusto. A injustiça, quando vista e sentida como tal, “nasce” precisamente dessa avaliação. Quando se diz que: “Que injustiça sofreu aquela pessoa.”, está-se na verdade a interpretar uma situação ou algo de acordo com o nosso próprio quadro de valores. Contudo, importa lembrar que aquilo que para uns, claramente injusto, para outros pode não o ser. A perceção é sempre subjetiva, e tende a ser moldada pela educação e pelas experiências de vida. Há comportamentos que são reproduzidos devido a padrões comportamentais vividos através de processos de modelação e aprendizagem social na infância (ex. filhos que replicam comportamentos dos pais). Contudo, importa sublinhar que, independentemente do que aconteceu na........
