“Doença Renal Crónica – Proteja...”
A Doença Renal Crónica (DRC) corresponde à lesão do rim com perda progressiva e irreversível da sua função. Trata-se de um problema de saúde pública cada vez mais frequente e muitas vezes silencioso. Estima-se que uma parte significativa da população adulta possa ter algum grau de alteração da função renal sem saber. Em Portugal cerca de 800 mil pessoas sofrem da doença, sendo que, todos os anos são identificados mais de 2.200 novos casos em fase terminal. Pode atingir todas as idades e géneros, embora seja mais comum em adultos e idosos. Os rins são órgãos fundamentais para o funcionamento do organismo. Têm como principal função filtrar o sangue, eliminar toxinas e o excesso de líquidos através da urina. Ajudam a controlar a tensão arterial, a equilibrar sais minerais e a produzir hormonas importantes para a saúde. A DRC caracteriza-se por uma diminuição progressiva e persistente da função dos rins durante meses ou anos. Nas fases iniciais, frequentemente, não provoca sintomas evidentes, o que faz com que muitas pessoas só descubram a doença em fases mais avançadas. Os principais sinais de alerta são: ardor ou dificuldade em urinar; urinar frequentemente, sobretudo durante a noite; urinar com sangue; presença de olhos, mãos e/ou pés inchados, especialmente em crianças; dor por baixo das costelas que não se altera com o movimento; tensão arterial elevada. Outras queixas comuns são o cansaço progressivo, a fraqueza generalizada e a fadiga ao realizar esforços pequenos ou moderados. Estes problemas resultam da anemia, habitual na insuficiência renal. Outras vezes, observa-se uma insónia progressiva, em que o doente tem de tomar medicação para conseguir dormir. Com bastante frequência, perante um quadro grave, surgem perda do apetite, náuseas ou vómitos. Existem vários fatores de risco associados ao desenvolvimento da DRC. Entre os mais importantes encontram-se a Diabetes mellitus e a Hipertensão Arterial, responsáveis por grande parte dos casos. Obesidade, doenças cardiovasculares, história familiar de doença renal e idade avançada, também podem contribuir para o aparecimento do problema. O uso prolongado e sem orientação médica de certos medicamentos, especialmente anti-inflamatórios, pode também prejudicar os rins. A prevenção e o controlo da doença renal crónica passam, essencialmente, pela adoção de estilos de vida saudáveis. Manter uma alimentação equilibrada, com redução do consumo de sal e de alimentos ultraprocessados, ajuda a proteger os rins e a controlar a tensão arterial. A prática regular de atividade física, a manutenção de um peso adequado, a cessação tabágica, a moderação da ingestão de bebidas alcoólicas e a evicção do uso abundante de analgésicos sem prescrição médica são medidas importantes para reduzir o risco de doença renal e de outras doenças crónicas. O diagnóstico pode ser simples e passa pela realização de análises ao sangue e urina, pela medição da tensão arterial, pelo que, o acompanhamento regular pelo seu Médico Assistente é crucial. Quando diagnosticada numa fase inicial, a progressão da doença renal crónica pode ser retardada através de tratamento adequado e mudanças no estilo de vida. No entanto, nos estadios mais avançados, pode ocorrer falência renal, situação em que os rins deixam de conseguir desempenhar as suas funções essenciais. Nestes casos, pode ser necessário recorrer a tratamentos de substituição da função renal, como a diálise ou o transplante renal. Sendo que a 12 março se celebra o Dia Mundial do Rim, lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua Saúde!
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