“Porque não voto Dr. Marques...”

A rejeição ao Dr. Luís Marques Mendes numa eleição presidencial não resulta de um episódio isolado, de um reflexo emocional, de um estado d’alma, ou de um capricho eleitoral. É o resultado de uma avaliação política, atenta e amadurecida ao longo do tempo, sustentada num percurso público que acumulou sinais claros de parcialidade, complacência com o poder e falta de firmeza política, características incompatíveis no nosso ponto de vista, com a independência, a autoridade moral e a clareza exigidas ao Presidente da República.
Durante anos, Marques Mendes ocupou um espaço privilegiado como comentador político. Longe de se afirmar como uma voz isenta, equidistante e moderadora, consolidou antes a perceção de um discurso seletivo, marcado por leituras táticas, alinhamentos evidentes e juízos orientados. O comentário político transformou-se, demasiadas vezes, em intervenção e julgamento político, minando qualquer pretensão de neu- tralidade que hoje procura reivindicar, mas que, objectivamente, não tem/teve.
Um dos aspetos mais criticáveis do seu percurso foi a forma reiterada como desvalorizou e condenou as lutas e reivindicações dos Enfermeiros. Em momentos de legítima exigência........

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