“100 anos a contar o Minho” |
In Memoriam Luís Adão da Fonseca (1945-2026) Historiador OJornal Correio do Minho está, como sabemos, a cumprir 100 anos de existência repletos de uma História rica, diversa e profundamente emblemática da última centena de anos no nosso território. Durante este centenário, o Minho viveu, desde logo, o arranque e as consequências do 28 de Maio de 1926 que começou, em Braga, com o “grito” de ordem Gomes de Costa. Seguiu-se o período da Ditadura Militar. A onda de anticlericalismo e de laicismo da Primeira República tiveram impacto no Minho profundo e intensamente católico, apostólico e romano. As forças tradicionalistas e conservadoras responderam a tudo isso e, claro, à profunda desordem e anarquia que dominava o país e que resultou em 45 governos em 16 anos (1910-1926). O Minho liderou, mais uma vez, uma revolução de âmbito nacional depois da “Maria da Fonte”. O Correio do Minho nasceu nesse contexto e foi fazendo o seu caminho, acompanhando a História da Região, do País e do Mundo. Viveu mudanças profundas e paradigmáticas. Com a institucionalização do Estado Novo, foi em Braga, no mesmo local onde o General Gomes da Costa tinha levantado o seu sabre contra a desordem e a anarquia que António de Oliveira Salazar, novo Presidente do Conselho de Ministros, proclama a célebre fórmula fundadora do regime “Deus, Pátria e Família”. É esse discurso célebre, proferido........