“2026, não te assustes, não?”

Ainda tão pequenino e tão cheio de esperanças, votos e desejos… Será que aguenta? É que é um ano tão acabadinho de nascer, tão tenrinho e frágil, num contexto, diria, tão periclitante em que se encontra o mundo, entre guerras e revoluções, mais a tecnológica, que não sei se a força de tantos desejos e vontades, umas mais solidárias e globais, outras mais íntimas e individuais, não o farão destemperar-se cedo.
Imagino que esteja a observar a paisagem ao seu redor. A absorver todas as energias e forças que lhe são destinadas. Talvez se assuste e pense calma! Sou só um ano acabadinho de nascer. Há muito trabalho para fazer, é certo, mas eu sou só um ano, bem “piqueno” ainda, a levar com tudo o que fizeram com os outros anos ao longo dos tempos.

Realmente, pobre 2026, é muita história e estórias, conquistas e desilusões para receber assim, de repente. Imagino-o abesbílico, atarantado, perdido entre destroços de humanidade e, ao mesmo tempo, encantado pela capacidade de resistência e renovação, luz do ideário que sempre nos aponta o caminho e nos parece salvar da perdição total. Ou da extinção.
E envolta........

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