“Por Abril, pela Democracia, pelo...” |
Os dois candidatos que vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, no próximo dia 8 de fevereiro, António José Seguro e André Ventura, provêm de famílias politicas absolu- tamente diferentes, com valores e ideologias que não se confundem, bem pelo contrário.
Pela primeira vez em 40 anos, temos dois candidatos à segunda volta. Desta feita a oposição não é entre duas figuras do universo democrático, da direita e da esquerda, como foi em 1986, com Freitas do Amaral e Mário Soares, protagonistas fundadores da Democracia; pelo contrário, desenrola-se entre uma figura da área democrática, civilizada e moderada e outra do populismo radical, extremista, divisionista e xenófobo.
Um deles – António José Seguro - da área do socialismo democrático ou da social-democracia, um homem ponderado, tolerante, agregador, educado, respeitador, responsável, humanista, defensor dos direitos humanos, como se quer de um presidente que é supremo magistrado da Nação.
Porque assim é, têm crescido nos últimos dias listas de apoiantes acidentais. Dirigentes e simpatizantes dos partidos de direita e de centro-direita, autarcas, empresários, homens de negócios, e também alguns intelectuais de grande qualidade, têm-se acotovelado para bradar bem alto o apoio e o voto no próximo Presidente da República.
Ainda há dias surgiu uma carta aberta de “não-socialistas por Seguro”, que juntou centenas de subscritores, e mais recentemente os “Cristãos por Seguro”..
Antes disso, teve o apoio de destacados dirigentes sociais-democratas como António Capucho, Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto, que referiu ter Seguro ter feito uma campanha com elevação, alguém que fugiu à discussão da lama, e ao ataque pessoal, bem como Guilherme Silva, que aludiu à respeitabilidade interna e externa, “que entre os dois não vejo que não tenha de ser António........