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Governo monitora, mas caminhoneiros descartam nova greve por alta do petróleo

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07.01.2020

RODOLFO COSTA

O governo mantém um diálogo estreito com lideranças de caminhoneiros autônomos e, em meio à alta do preço do barril de petróleo no exterior, o momento não poderia ser diferente. O Executivo monitora e conversa com transportadores. No Ministério da Infraestrutura, que mantém uma interlocução direta com líderes da categoria, a interlocução é animadora. O ministro da pasta, Tarcísio de Freitas, foi informado de que não há espaço para uma nova paralisação. A resposta é clara e objetiva: não é uma eventual elevação do óleo diesel — em decorrência da crise entre Estados Unidos e Irã — que vai fazer os autônomos cruzarem os braços.

Não é que a alta do custo dos combustíveis deixe os autônomos felizes. Em 24 de novembro de 2019, o preço médio do óleo diesel na bomba era de R$ 3,70, aponta o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). É um valor alto e que chega a até 60% na composição do frete. O encarecimento do combustível é incômodo, mas não vai ser o estopim que fará a categoria entrar em greve.

O Blog monitora, pelo WhatsApp, o grupo Comando Nacional do Transporte, que tem 185 integrantes. Lá, estão inseridas algumas dezenas de líderes que, diuturnamente, debatem a situação da categoria. Entre os membros, estão alguns integrantes do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), que reúne governo, empresários, sindicatos e federações. Nas reuniões do fórum, são discutidas ações para melhorar as condições de trabalho nas estradas.

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