A obsessão com a aparência

A preocupação com a aparência não é necessariamente nova. Desde o Homo sapiens, algumas características eram mais "atraentes" — ou, pelo menos, denotavam mais saúde. Ao longo do Império Romano, a beleza também possuía relevância social. Com o passar dos milênios, a forma como nos vemos foi mudando, mas essa preocupação sempre esteve presente. O problema é que, atualmente, de forma exponencial, essa atenção tem se transformado em obsessão — algo além do saudável. E cabe perguntar: qual é o limite? Onde vamos parar?

Durante um podcast que ouvia distraidamente a caminho do trabalho, a apresentadora citou algo que chamou minha atenção: agora existe o "breathing care" (ou "cuidado respiratório"). Na prática, uma das ações mais instintivas do ser humano — a respiração — pode ser "melhorada". Tudo bem, os argumentos até fazem algum........

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