Guerra sem vencedores

São 4h30 de uma madrugada insone. Lá fora, o silêncio é entrecortado por poucos carros, talvez alguns conduzidos também por insones. Minha mente viaja até Tel Aviv, onde estive por duas vezes. A cidade cosmopolita e vibrante, erguida à beira do Mar Mediterrâneo, acaba de ser atacada outra vez. Um míssil iraniano caiu entre dois prédios, e os destroços da arma que veio do céu feriu seis pessoas. Aproveito para visitar Teerã, a 1.525km dali, ou a duas horas e meia de voo. Desde 28 de fevereiro, explosões ecoam pela metrópole de 9,6 milhões de pessoas.

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Bombas e mísseis despencam, quase que aleatoriamente, em busca de integrantes do regime teocrático islâmico xiita. Caçam lideranças persas e, quase sempre erráticos, atingem gente comum, que não pediu pela guerra. É........

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