O xerife está de volta |
ANDRÉ GUSTAVO STUMPF, jornalista
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No artigo publicado após o Natal, afirmei que o governo brasileiro previa a invasão da Venezuela pelos norte-americanos logo depois da virada do ano. A previsão foi absolutamente correta. Os brasileiros reforçaram os mecanismos de acolhida na fronteira com o país vizinho na expectativa de que haveria uma explosão de migração em Roraima. Não aconteceu. A operação norte-americana foi auxiliada de dentro. Alguém, com poder, decidiu entregar o ditador todo poderoso à custa da morte de seus guarda-costas cubanos e alguns venezuelanos. Tudo correu com o menor derramamento de sangue possível numa situação extrema, como foi o ocorrido nos céus de Caracas e arredores. Maduro perdeu o poder, mas curiosa e estranhamente, seus principais auxiliares continuam a dar as ordens, respaldados pelo governo de Washington.
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A população, que conhece as manias do pessoal que está no poder, decidiu ficar em casa. Ninguém correu as ruas para comemorar ou lamentar. É muito cedo. As milícias, organizadas pelo homem forte do regime, Diosdado Cabello, estão armadas e disponíveis para baixar o cacete em quem se meter a comemorar a vitória dos ianques. Os jornalistas naturalmente são perseguidos e proibidos de atuar no país. Quem insistir vai preso. Ou simplesmente desaparece. Em Washington, ao contrário, há um clima de vitória na transformação da........