O que estão fazendo com Jair Bolsonaro? |
» MARCELO QUEIROGA: Médico e ex-ministro da Saúde
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O Brasil assistiu ao julgamento de Jair Bolsonaro em um procedimento que, segundo juristas independentes, não observou plenamente o devido processo legal, ao ser conduzido por uma turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em afastamento da jurisprudência consolidada da própria Corte — como assinalado no voto do ministro Luiz Fux. Essa controvérsia, no entanto, não se limita ao plano jurídico. Ela produz efeitos concretos sobre a vida e a saúde do ex-presidente, agravando um quadro clínico que já era complexo e frágil.
Desde a tentativa de homicídio sofrida em 2018, Jair Bolsonaro convive com sequelas permanentes. O atentado não foi um episódio isolado, mas o início de uma longa trajetória de complicações médicas. Ao longo dos anos, foi submetido a múltiplas cirurgias abdominais, com consequências bem conhecidas na prática clínica: aderências, hérnias da parede abdominal e episódios recorrentes de obstrução intestinal. No início de 2025, uma nova cirurgia tornou-se necessária para correção de aderências e hérnias incisionais, decisão tecnicamente justificada pela evolução do quadro e pelo impacto funcional relevante.
Como complicação tardia, surgiu um soluço crônico refratário ao tratamento medicamentoso. Do ponto de vista........