O Poder Judiciário e a mulher de César |
Orlando Thomé Cordeiro — consultor em estratégia
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"Não poderia, nessa direção, deixar de fazer referência à proposta, ainda em gestação, de debatermos um conjunto de diretrizes éticas para a magistratura. Considerando o corpo expressivo que vem espontaneamente tomando o tema no debate público, dirijo-me à eminente ministra e aos eminentes ministros e, também, à sociedade brasileira para dizer que o diálogo será o compasso desse debate. O país precisa de paz — e o Judiciário tem o dever de semear paz."
As palavras acima foram ditas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, na sessão de encerramento do ano judiciário, em 19 de dezembro. Eu as reproduzo aqui porque, apesar da grande e positiva repercussão na mídia em geral, a página inicial do sítio do Supremo optou por não as destacar no resumo do pronunciamento. Essa decisão certamente atendeu ao espírito de parte da Corte que, publicamente ou não, vem torpedeando a iniciativa.
Ministros como Dias Toffoli não se constrangem em pegar carona num jatinho do dono do Banco Master para assistir à final da Libertadores, em 29 de novembro, em Lima. Não bastasse isso, em 3 de dezembro, avocou o processo para o Supremo, atendendo petição da defesa do empresário, além de suspender as investigações e decretar sigilo absoluto.
Outro useiro e vezeiro em menosprezar qualquer proposta de um código de conduta é o ministro........