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Faltam três meses para as eleições. E aí?

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09.08.2026

» DANIEL A. DE AZEVEDO Professor de geografia política do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB)

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Faltando pouco tempo para as eleições nacionais e estaduais, persistem muitas indecisões entre os eleitores e também interpretações equivocadas sobre as tendências eleitorais no Brasil. Parte delas nasce de uma leitura inadequada das regras do jogo e da geografia do nosso sistema político. Três falácias, em especial, precisam ser esclarecidas.

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A primeira diz respeito à maneira como o voto é contado na eleição presidencial. Na última semana, vi especialistas afirmarem que Lula e Flávio Bolsonaro estariam em "empate técnico" no Rio de Janeiro, enquanto o segundo teria vantagem em São Paulo, apresentado como "o maior colégio eleitoral do Brasil". Não é apenas a expressão "colégio eleitoral" que está errada. Também é enganoso falar em vitória, derrota ou empate dentro de um estado como se isso tivesse valor próprio na disputa presidencial. No Brasil, o candidato não ganha nem perde São Paulo, Rio de Janeiro, Piauí ou Bahia. Ele ganha ou perde votos, que são somados nacionalmente.

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Cada voto válido tem o mesmo peso,........

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