Brasil avança, mas igualdade salarial continua um desafio |
Maíra Lacerda — chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); Mariana Eugênio Almeida — analista técnico de políticas sociais do MTE
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O Brasil registrou avanços na participação feminina no mercado de trabalho, com mais mulheres em empregos formais e em diversos setores da economia. Apesar dos avanços, a desigualdade de gênero permanece significativa, sobretudo em razão das diferenças salariais persistentes em relação aos homens. Essas disparidades se aprofundam quando gênero e raça se cruzam, evidenciando obstáculos adicionais enfrentados por mulheres negras no acesso, progressão e remuneração no trabalho.
Dados do 4º Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, revelam um cenário de transformações lentas. Em 2025, a média salarial das mulheres era de R$ 3.908, frente a R$ 4.958 dos homens, uma diferença de 20,9%. O levantamento é resultado da implementação da Lei nº 14.611/2023 (Lei de Igualdade Salarial), que tornou obrigatória a divulgação semestral de relatórios salariais por empresas com 100 ou mais funcionários, com recorte por gênero e raça. O relatório aponta sinais positivos, como o aumento de estabelecimentos com diferenças salariais de até 5% e maior participação de mulheres negras no mercado formal.
Após um primeiro ciclo de adaptação e sensibilização, marcado por dúvidas e........