A destruição criativa e o futuro da pesquisa científica
» MAURÍCIO ANTÔNIO LOPES Pesquisador da Embrapa Agroenergia
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O economista Joseph Schumpeter transformou a expressão destruição criativa em um dos conceitos mais influentes da teoria econômica. Segundo ele, o progresso acontece quando novas tecnologias, conhecimentos e formas de organização substituem aquelas que deixaram de responder às necessidades da sociedade. Esse processo, ao mesmo tempo criativo e destrutivo, explica por que algumas organizações prosperam enquanto outras desaparecem.
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O Prêmio Nobel de Economia de 2025 mostrou que a ideia de Schumpeter permanece atual. Ao reconhecer Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, destacou que inovação, crescimento econômico e desenvolvimento dependem, cada vez mais, da capacidade de produzir conhecimento, transformá-lo em soluções e renovar continuamente competências e instituições.
Surge, então, uma questão pouco discutida. O mesmo processo também alcança as instituições de pesquisa? Afinal, são elas que produzem boa parte do conhecimento que sustenta a inovação e o desenvolvimento. Mas quem garante que conseguem se reinventar no ritmo das transformações científicas, tecnológicas e sociais que elas próprias ajudam a produzir?
A destruição........
