Autopass parece um primo do "Banco Master da bilhetagem eletrônica"
O sistema de ingresso nos modais de transporte urbano no Rio e em São Paulo virou um caos com a criação dos cartões Jaé e Top. Por trás dessa confusão existe uma palavra de três sílabas: Autopass. A empresa pode estar se revelando uma espécie de "Master da bilhetagem eletrônica" na área de transportes. Guardadas as devidas proporções, o número de semelhanças chama a atenção. A possível equiparação com o fraudulento banco de Daniel Vorcaro se aplica ao modelo de negócio e, sobretudo, à instrumentalização das relações com pessoas de prestígio para levar seu projeto adiante — no caso em questão, a construção de um monopólio na bilhetagem.
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As operações financeiras da Autopass chegam a guardar semelhanças com uma pirâmide, apoiadas na renovação contínua de passivos, no uso de recebíveis como garantia e na incorporação de novos contratos para sustentar compromissos assumidos em dívidas anteriores. Trata-se de uma construção frágil que ameaça ruir e, com isso, levar de arrasto serviços essenciais, atingir o direito constitucional de ir e vir da população e provocar um caos social nas duas maiores cidades do país. Por enquanto.
Fique........
