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É preciso resgatar a política como mediadora de conflitos 

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16.06.2025

RAUL JUNGMANN, ex-ministro da Reforma Agrária, da Defesa e da Segurança Pública, ex-presidente do Ibama e atual diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram

Costuma-se afirmar que as crises produzem soluções. Mas, no cenário político contemporâneo — no Brasil e no mundo —, elas têm se mostrado mais geradoras de divisões do que de saídas. Vivemos um momento de inflexão, marcado por uma nova bipolaridade, ideológica e caótica, em que o radicalismo mina pontes e esvazia a política de seu verdadeiro papel: mediar conflitos por meio do diálogo.

Há ecos históricos. A geração que viveu nos anos 1960 lembra a tensão entre Estados Unidos (EUA) e União Soviética na crise dos mísseis em Cuba. Hoje, décadas depois, observamos novos focos de instabilidade: a guerra entre Rússia e Ucrânia, o conflito devastador em Gaza, o ataque aberto de Israel ao Irã há três dias e o impacto da recente eleição norte-americana indicam que os acordos firmados no pós-guerra estão sendo gradualmente desmontados. Nesse novo tabuleiro, o Brasil tenta reposicionar-se.

A aproximação do governo brasileiro com China e Rússia, contrastando com a afinidade entre a extrema-direita local e o trumpismo, é........

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