Absolute Cultura. Absolute Democracia |
Margareth Menezes — ministra da Cultura do Brasil
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"Está fervilhando." Foi assim que o ator Wagner Moura resumiu o atual momento da nossa cultura ao ser questionado sobre o brilho recente do audiovisual brasileiro no cenário global. Da aclamação em Cannes às premiações no Globo de Ouro, chegando às históricas quatro indicações ao Oscar, o Brasil voltou a ocupar o lugar que é seu por direito: o topo. E, ao explicar esse fenômeno, Wagner foi direto e preciso: "Isso é apenas a democracia".
O que a internet hoje celebra com o meme "Absolute Cinema", aquele selo simbólico de qualidade para o que é verdadeiramente marcante, é, na verdade, o resultado de um país que voltou a respirar e a investir em si mesmo. Não é sorte, não é milagre. E, embora o talento do nosso povo seja infinito, não se trata apenas de inspiração. Trata-se de política pública.
O audiovisual brasileiro tem o que chamamos de "molho", uma identidade única, um borogodó que algoritmo nenhum consegue replicar. Esse brilho especial transborda em obras de realizadores como Walter Salles e Kleber Mendonça Filho, e também de diretoras como Anna Muylaert, Julia........