A onda vermelha |
“Quem faz o seu destino são as suas escolhas, não as suas chances” (Provérbio popular português).
“Quem faz o seu destino são as suas escolhas, não as suas chances” (Provérbio popular português).
A história nos ensina que, diante de situações perigosas, acontecem fenômenos surpreendentes e extraordinários. Uma imensa parcela da sociedade que estava até então, politicamente, inativa, diante de uma ameaça terrível, se coloca em movimento e faz a diferença. Foi assim no Fora Collor em 1992, e agora, também.
A vitória da extrema direita nas eleições para governadores, Câmara de Deputados e Senado, associada a passagem de Flávio Bolsonaro em primeiro lugar para o segundo turno, foi o gatilho. Despertou, nas últimas duas semanas, uma gigantesca mobilização de massas, nas ruas e nas redes. A contra-ofensiva da “onda vermelha” veio de “baixo para cima” em modo de auto-organização diante da ameaça de vitória do bolsonarismo. Um “grande medo” está incendiando a disposição de luta na hora decisiva das eleições.
O segundo turno está sendo disputado “a quente” e estamos diante de um empate técnico em que a diferença está diminuindo. Já são milhões que se levantaram. Só isso pode explicar as desconcertantes pesquisas que confirmaram que os nove milhões de votos que foram entregues aos outros candidatos de direita – Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema – não tenham assegurado uma vantagem clara do bolsonarismo. O engajamento de massas colocou os neofascistas na defensiva. A esquerda conquistou hegemonia nas ruas e superioridade nas redes. Era imprevisível. Mas está sendo fantástico.
Manifestações ininterruptas em todo o país, após a colossal ocupação da avenida Paulista em 11 de outubro, de Recife a Porto Alegre passando por Salvador e Brasília, culminando na praia de Copacabana no........