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Uma crônica para o Dia das Mães

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Desculpem, mas não consegui deixar sem registro o Dia das Mães. A gente só vive uma vida, né? Então, quem é feliz que cante a sua felicidade. Quem é menos feliz, que cante à sua maneira. Assim, recupero a seguir esta página do romance “O filho renegado de Deus”:

Ah, é da sua natureza a reencarnação, ah, é do seu gênero, gênese e ser de transmigração, como se o espírito quisesse um novo corpo para uma vida que não foi possível. Dói no adulto uma dorzinha doce e fina porque Lídia não é sua mãe, mas por ela será capaz de a ouvir e de lhe falar. Com a intensidade aguda de um violino em uma romanza, naquela, ele sabe, guardada em seu silêncio, naquela maldita e fina romanza número 2 em fá maior. Porque tudo então lhe recorda a........

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