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Memória coletiva e romance da ditadura brasileira

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24.01.2026

A memória da gente é memória coletiva. Tanto no que nos forma desde a infância, quanto na idade madura, quando a memória individual se forma com a memória dos amigos, como se fosse um só universo de nossas vidas.

Assim foi nesta semana, quando li um comentário no Facebook do professor Francisco Ilo sobre "A mais longa duração da juventude". Copio um trecho:

“Neste livro eu vi e revi um período do Movimento Estudantil e outras atividades políticas no Recife. Reuni amigos na esquina da ponte Duarte Coelho, ou na frente do cinema São Luiz. E lá, em “A mais longa duração da JUVENTUDE “, estão para mim identificados na minha mente: Mário Sapo, Givaldo (o livreiro) e Marco Albertim, este, confirmado por Urariano Mota. E como o livro tem tradução para a língua inglesa, já é roteiro para filme (assim, falou Celso Marconi). Bora moer, ver esses personagens na tela grande?”

Então, a partir dessa boa lembrança, que estava perdida em mim, fui buscar o que o maior crítico de cinema da nossa geração escreveu sobre o romance. Eu tenho uma gratidão imensa, Celso Marconi, por estas suas palavras:

“O romance da ditadura brasileira

Terminei minha tarefa de carnaval agora às 23 horas da segunda-feira e estou encantado. Li todo, li as 318 páginas do livro de Urariano Mota, “A mais longa duração da juventude”. A primeira coisa que quero dizer é que Abdias Moura tem que ampliar o seu livro sobre livros que falam do Recife e deverá fazer um novo capítulo inclusive porque – quero dizer – eu que já não gostava mais do Recife voltei a admirá-lo........

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