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Os bilionários golpeiam a democracia

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01.08.2026

O governo argentino recebeu fortes sanções devido às suas ações que afetam os direitos trabalhistas, com a principal confederação sindical do mundo colocando o país entre os 10 piores em termos de respeito aos direitos sindicais.

É uma classificação que significa uma verdadeira condenação a Javier Milei. E, após algumas semanas, o governo argentino permanece imutável, sem dar-se por aludido diante das sérias críticas internacionais. Continua com seu programa de grandes ajustes, fortalecido pela recente visita ao país da diretora do FMI (Fundo Monetário Internacional) e de medidas antissindicais.

Por sua vez, no dia 22 de julho passado, as organizações sindicais e os movimentos sociais ratificaram o seu “Plano de Luta” contra o governo Milei, antecipando uma marcha na primeira semana de agosto e uma mobilização quando o governo convoque empregadores e sindicatos para o Conselho do Salário Mínimo com o objetivo de definir a nova renda básica.

A radiografia gremial publicada em junho passado pela Confederação Sindical Internacional (CSI), a maior organização de trabalhador@s do mundo, reconhece como tendência mundial o aumento das violações da liberdade de expressão e de reunião no último ano, bem como casos de agressão violenta contra trabalhador@s e ataques frontais às liberdades civis, como pode ser contabilizado pelo número de prisões e de detenções de trabalhadores e de seus representantes.

Em seu Relatório de 2026, O Índice Global dos Direitos da CSI. Os piores países do mundo para as trabalhadoras e trabalhadores, essa organização expressa sua preocupação com a perseguição aos líderes sindicais, algo cada vez mais comum em um número crescente de países, e adverte sobre o uso cada vez mais frequente das novas tecnologias como método de controle e de monitoramento/vigilância, disciplina e silenciamento d@s trabalhador@s. Além disso, avalia que cada vez menos governos consultam os sindicatos antes de alterar ou aprovar leis trabalhistas.

Ataque alarmante ao sindicalismo

O diagnóstico da CSI, uma entidade que reúne 344 centrais e federações de 171 países com mais de 200 milhões de membros, é contundente: o que está acontecendo é uma erosão global dos princípios democráticos, resultado do que qualifica como um “golpe de Estado dos bilionários contra a democracia”; como um desgaste financiado pelos ricos e implementado por líderes autoritários e de extrema-direita. “O acúmulo/monopólio de benefícios e o fato de que as expectativas de arrecadação de impostos sobre o patrimônio não são cumpridas na prática”, alega a CSI, “significam que esse golpe de Estado resulta em uma deterioração do padrão de vida”. Como resultado, as demandas d@s trabalhador@s, que deveriam ser a base da democracia, são silenciadas, enquanto aqueles que as minam concentram........

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