Ave Lindú
Há dúvidas sobre qual será, afinal, o eixo das eleições de 2026. A segurança pública, que parecia destinada a ocupar o centro do debate, esfriou, ainda que a extrema-direita mantenha sempre uma “megaoperação” na manga, pronta para ser acionada como espetáculo. A soberania nacional foi uma onda surfada com força, mas que agora parece perder tração. A carestia está relativamente sob controle, e a lembrança dos tempos sombrios mais recentes ainda sobrevive nos carrinhos de supermercado, na memória do preço do óleo, do arroz, do gás. Não se sabe ao certo qual chapa irá concorrer, nem quais alianças se formarão. Mas há uma certeza absoluta: onde estiver Lula, estarão também o chapéu panamá e Dona Lindú.
Antes de virar ícone, Dona Lindú foi uma mulher concreta. Mãe de oito filhos, pobre, nordestina, migrante, criou a família em meio à fome, ao trabalho precário e à ausência de proteção social. Com o tempo, essa trajetória foi sendo condensada em símbolo, e a mãe do........
