A polifonia autoritária |
Eles agem quase sempre de modo semelhante. Desestabilizam, fazem um alarido, denunciam, mesmo sem provas ou argumentos. Foi assim no governo Vargas, nos anos cinquenta, salvo afinal pelo suicídio. Repetiu-se com Jango, pouco antes do golpe de 64. E ressurgem agora com intensidade. Em geral, prendem-se a um parente próximo: um filho, um irmão. Pode ser a mulher, alguém da família. O importante é ressaltar o cerco da podridão e, na comparação, sair-se bem, jogando areia nos seus próprios telhados de vidro. No momento, têm gosto eleitoral, ainda que a campanha, oficialmente, não haja iniciado. Como as tentativas de comprometer o filho do Presidente ou o seu irmão não prosperaram, apegam-se ao Supremo Tribunal Federal, com sanhas assassinas, para atingir Dias Toffoli ou Alexandre de........