O Brasil sob o fascismo evangélico

Desde que passei a compreender o real propósito por trás do “avivamento” evangélico no país, comecei a pesquisar as suas raízes, influências, e modo de operação na nossa sociedade. A partir desta pesquisa, aliada à minha experiência e vivência cristã católica desde a infância – algo que hoje não faz mais parte da minha crença e espiritualidade – passei a observar com atenção o comportamento, não apenas dos líderes religiosos ligados ao projeto de poder neopentecostal, mas, sobretudo, o dos seus liderados. Os crentes. As “ovelhas”, como recentemente se referiu André Valadão aos fiéis da Igreja Batista da Lagoinha - uma das muitas instituições financeiras que atuam no país sob a alcunha de “igreja” - ao pedir “perdão” por possíveis erros cometidos por sua gestão. Um baita negócio dos EUA trazido para o Brasil no final dos anos 1970, cuja bênção do deus capitalismo tem feito prosperar divina e corruptamente.

Da minha pesquisa, e também da minha inquietação com relação ao tema, nasce a ideia de escrever um livro que fala sobre todo esse processo de “investigação” e denuncia a formação de uma máquina teológico-política que, sob o disfarce da fé, busca capturar a esfera pública, submeter o Estado laico e reorganizar a vida nacional segundo a lógica do medo, da obediência, da guerra moral e de uma suposta batalha espiritual do bem contra o mal. Se observarmos atentamente, ou iremos identificar a lógica bolsonarista contida neste discurso religioso, ou tal discurso religioso inserido na lógica bolsonarista. O que corrobora a tese que defendo há tempos, de que a igreja evangélica brasileira é o grande sustentáculo do........

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