O centro da guerra não é a favela

A disputa central não é policial, é estratégica. Ao mirar o núcleo organizacional e financeiro do crime, o Brasil reduz a violência interna e neutraliza narrativas externas que transformam “segurança” em instrumento de coerção.

Segurança pública deixou de ser um tema doméstico. Às vésperas de 2026, ela se tornou um dos principais campos de disputa pela soberania brasileira. A violência não opera mais apenas como problema social ou policial; ela funciona como vetor de desestabilização política, econômica e institucional, capaz de corroer eleições, enfraquecer o Estado e abrir brechas para ingerências externas disfarçadas de cooperação em nome da “segurança”.

Por décadas, o Brasil enfrentou o crime organizado a partir de um erro estrutural: concentrou esforços no varejo da violência, nos territórios pobres e nos corpos descartáveis, enquanto o núcleo econômico do crime permanecia intocado. Esse modelo produziu........

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