Tortura nunca mais?
Em 1997, em Brasília, um indígena Pataxó foi queimado vivo enquanto dormia numa parada de ônibus. Galdino Jesus dos Santos não foi vítima de um “excesso juvenil”, como se tentou narrar à época. Foi alvo de um ato de tortura seguido de morte, praticado por jovens de elite — entre eles, o filho de um magistrado e o filho de um diplomata. Não se tratava apenas de indivíduos, mas de uma constelação de poder em ação.
A resposta do Estado foi exemplar apenas na aparência. Houve condenação formal, mas as penas foram rapidamente atenuadas, convertidas, diluídas. Nenhuma proporcionalidade entre o........
