O afastamento necessário de André Mendonça
O “terrivelmente evangélico” é, na realidade, apenas mais um canalha. E não estou a ofender o ministro, pois “canalha” é uma palavra da língua portuguesa usada para descrever uma pessoa desonesta, sem caráter ou que comete atos moralmente desprezíveis.
As recentes decisões do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, são moralmente desprezíveis e comprometem, além da moralidade e da impessoalidade, a necessária imparcialidade que um magistrado deve ter.
Não estou entre aqueles que defendem que “nada seja feito”. Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli têm muito a explicar à sociedade e, “se tivessem vergonha na cara”, como dizia minha avó, já teriam “pedido pra sair”.
Mas as recentes decisões de André Mendonça têm gerado não apenas perplexidade no meio jurídico, mas também justificados questionamentos sobre a imparcialidade e a adequação de sua conduta à frente de casos de grande relevância nacional.
A condução de investigações ligadas ao Banco Master, com ramificações que tocam o senador Flávio Bolsonaro e o cenário eleitoral iminente, coloca em xeque a atuação do magistrado, exigindo uma reflexão profunda sobre o seu afastamento da relatoria do caso. O que se observa, segundo especialistas e agentes públicos, é uma perigosa inclinação política que ameaça a integridade institucional do Supremo.
André Mendonça maneja o caso Master de acordo com seus compromissos políticos e de olho no calendário eleitoral.
O renomado jurista Pedro Serrano, em recentes análises, foi categórico ao afirmar que André Mendonça “perdeu o equilíbrio” em sua atuação recente. Serrano aponta que o ministro extrapolou suas prerrogativas ao determinar quebras de sigilo e........
