Lula e o reajuste do INSS

O início de 2026 já veio marcado por notícias nada boas para o campo progressista no mundo. Refiro-me ao ato terrorista de Donald Trump, invadindo a Venezuela e sequestrando o presidente Maduro e sua esposa. Estávamos apenas no terceiro dia do novo ano, e a comemoração de um novo ciclo foi substituída pela denúncia da agressão militar estadunidense e da violência perpetrada contra a soberania do país vizinho.

A reação do governo Lula foi certeira, e busca-se correr contra o tempo para superar os equívocos cometidos até então no trato da questão venezuelana. Afinal, o governo entrou em uma linha absurda de questionar os resultados das eleições de outubro de 2024 e se aliar ao que existia de pior no cenário internacional para desgastar politicamente Maduro e o início de seu novo mandato. A coisa evoluiu a ponto de Lula patrocinar o veto do ingresso daquele país no bloco dos BRICS, fato este que certamente contribuiu para que Trump se sentisse mais à vontade para a operação terrorista que comandou.

Na sequência, entra na pauta política a assinatura do Acordo União Europeia–Mercosul. Trata-se de mais uma oportunidade perdida pelo nosso governo de reforçar os elementos de defesa da soberania nacional. O tema é complexo, e voltarei a ele em outro artigo específico para tanto. Mas o fato é que Lula está embarcando em uma canoa furada ao defender um tratado que congela por décadas o que existe de mais retrógrado em termos de trocas comerciais entre os dois blocos. A condição de submissão e de subalternidade da economia brasileira, por exemplo, reproduz de forma continuada para o futuro nossa nada interessante especialização em........

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